quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"Renúncia"

Mesmo quando o pesar, que fere tanto,

renascer neste morto coração;

mesmo quando, trazendo-me acalanto,

a esperança me der nova ilusão;



mesmo quando o fulgor do teu encanto,

procurando acalmar minha razão,

com ternura e pudor secar meu pranto,

nem assim te direi minha emoção!



Mas, no futuro, certamente, a vida,

que hoje em teu sonho bela continua.

há de deixar-te, enfim, desiludida!



Terás, então, o amor que se escondeu:

a minha mão há de suster a tua,

meu coração há de escutar o teu!

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