Mesmo quando o pesar, que fere tanto,
renascer neste morto coração;
mesmo quando, trazendo-me acalanto,
a esperança me der nova ilusão;
mesmo quando o fulgor do teu encanto,
procurando acalmar minha razão,
com ternura e pudor secar meu pranto,
nem assim te direi minha emoção!
Mas, no futuro, certamente, a vida,
que hoje em teu sonho bela continua.
há de deixar-te, enfim, desiludida!
Terás, então, o amor que se escondeu:
a minha mão há de suster a tua,
meu coração há de escutar o teu!
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